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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Verminoses

Controle das Verminoses
Também definida como parasitose, é uma doença causada por agentes específicos que podem ser vermes ou protozoários. Uma verminose é um tipo de infecção intestinal. Os vermes ou protozoários atuam de forma parasita.
A maioria dos vermes é endoparasita, ou seja, vivem dentro do hospedeiro constituindo uma doença endêmica de difícil controle pelos órgãos públicos.
As verminoses podem vitimar qualquer pessoa independente da idade, da classe social ou dos locais onde moram e representam um perigo que pode ser fatal e a forma mais eficaz de combater é a prevenção. Por isso todos devem estar atentos.
Tudo o que relacione à veiculação de alimentos e água deve ser tratado com mais seriedade quanto à higienização, pois é só com mais controle e assepsia que se combate as fontes causadoras das verminoses. Os alimentos e bebidas de estabelecimentos comerciais devem ser fiscalizados com mais rigor e campanhas de combate devem ser feitos para combater os vermes causadores de doenças vermífugas.
É de responsabilidade dos órgãos públicos controlar e combater os agentes causadores das verminoses. Para evitar uma disseminação em grande escala o governo mantém um sistema de controle que inclui o tratamento da água fornecida, a limpeza dos seus reservatórios, a inspeção de estabelecimentos industriais, residenciais e comerciais que manipulem bebidas e alimentos. Também é de responsabilidade do governo a cobertura de água encanada e esgoto canalizado para os habitantes e campanhas de combate e prevenção de doenças causadas por vermes parasitas.

Vermes:
Segundo Lineu (Pai da Taxonomia Moderna, criador da classificação científica e na nomenclatura binomial), os vermes eram todos os seres invertebrados não pertencentes ao grupo dos artrópodes. Porém essa definição não é mais usada para a ciência que dividiu os vermes em vários filos.
Atualmente verme é todo ser vivo de corpo alongado e achatado sem a presença de esqueleto interno ou externo e não possuem membros de locomoção, exceto um apêndice que ajuda na locomoção em alguns casos.
Os vermes estão em vários lugares, nos rios, nos mares, no subterrâneo e até no interior de outros seres vivos (endodermes) vivendo como parasitas. Um exemplo de verme parasita é a Tênia Solitária e outro exemplo importante de verme (não parasita) é a minhoca, muito importante para a ecologia por preparar o solo para as plantas.

Tipos de Verminoses:
As verminoses mais frequentes são a teníase, ancilostomíase (amarelão), oxiurose e ascaridíase. Também há outras menos conhecidas, porém também importante como a amebíase (protozoário), strongilodíase, giardíase (protozoário) e esquistossomose.

Principais sintomas:
Cólicas abdominais, enjoos, mudança de apetite, falta de disposição, franqueza, emagrecimento, tonturas, vômitos, diarreia com ou sem sangue e fome constante. Na fase mais aguda de uma verminose predomina diarreias e vômitos com frequência causando anemia, obstrução intestinal e comprometimento do desenvolvimento físico e comportamental, principalmente durante a infância. Se não tratado, uma pessoa vítima de verminose pode morrer.

Formas de contágio:
Na maior parte o contágio ocorre pela ingestão de alimentos ou água contaminados. Mas também podem ser infectadas as pessoas que utilizarem talheres ou objetos individuais ou coletivos (vazo sanitário) contaminados além de contágios de bebês através da chupeta. Ainda menos frequente, exista o contágio pela poeira (lombriga) e pela infiltração na pele em superfícies úmidas (ancilostomose e amarelão).

Tratamento:
Depois de diagnosticado o tipo de verminose, são indicados medicamentos parasitários específicos a base de mebendazol anti-helmíntico polivalente. Tais medicamentos podem ser para um verme específico ou uma infestação mista e devem ser indicados por profissionais da saúde de forma moderada.

Prevenção Pessoal:
Algumas medidas são simples para se prevenir das verminoses. A maioria das medidas é higiênica.
  • Lavar sempre as mãos antes das refeições e após usar o banheiro.
  • Conservar as mãos sempre limpas, unhas aparadas e evitar levar as mãos à boca.
  • Beber somente água filtrada ou fervida.
  • Lavar bem os alimentos antes do consumo, principalmente se for consumidos crus.
  • Andar calçado, ingerir carne bem passada.
  • Não deixar crianças brincarem em terrenos baldios, com lixo ou em água poluída.
  • Limpar a residência e o terreno que o cerca para evitar mosquitos ou outros insetos e animais transmissores de doenças.
  • Comer sempre em locais limpos com alimentos de qualidade.
  • Realizar exames parasitológicos periodicamente e tomar vermífugo quando recomendado pelo profissional da saúde.
Prevenção coletiva:
As comunidades reconhecem a necessidade das medidas de prevenção através de alguns conceitos simples como campanhas educacionais para instrução sobre as verminoses. Também são cientes da proibição de uso de fezes humanas como adubo. O saneamento básico deve ser distribuído por toda a população e as condições de moradia devem ser compatíveis com uma vida saudável.

Parasitoses Intestinais
Amebíase (Protozoário):
Infecção do intestino grosso pelo protozoário unicelular Entameba Hislolytica que possui dois estágios: Ativo (trofozoíto) e inativo (quisto).
Trofozoítos - Vivem no conteúdo interno do intestino grosso se alimentando de bactérias ou da parede intestinal. Causam diarreia e os protozoários ativos que saem morrem por desidratação. Quando não há a diarreia, os trofozoítos se transformam em quistos.
Quistos - São resistentes. Podem contaminar diretamente de fezes infectadas ou indiretamente através de alimentos e água contaminados.
É mais comum o contágio de amebíase em asilos onde utensílios são usados mais coletivamente e através de relações homossexuais masculinas. Os alimentos contaminados com Entameba Histolytica podem ter crescido em solo com fezes humanas, lavados em água infectada ou preparados por alguém contaminado.
A ameba instala-se no intestino causando uma ulceração no colo intestinal levando alguns órgão ao abcesso, principalmente o fígado.
Sintomas - Dores abdominais, fezes com muco ou sangue, flatulências e diarreias. Emagrecimento e anemia são frequentes apesar de pessoas contaminadas que vivem em clima temperado comumente não apresentarem sintomas.
Infecção Extra Intestinal da Amebíase
Além do intestino, os trofozoítos podem vazar do intestino através das úlceras que o perfuram. Fora do intestino é requerida uma cirurgia imediata e cuidadosa para não contaminar outros órgãos. Quando há o vazamento das amebas que entram na corrente sanguínea é comum a contaminação de outros órgãos como os pulmões e até o cérebro. Alcança também a pele causando lesões principalmente nas regiões genitais.
Ascaridíase (Nematódeo)
A ascaridíase é uma verminose causada pelo nematódeo Áscaris Lumbricoides também chamado popularmente de "lombriga" ou "bicha".
(Nematódeo = Corpo Fusiforme = Corpo alongado com extremidades mais finas que o centro)
As lombrigas não possuem segmentação em seus corpos e possuem tubo digestivo completo. A reprodução é sexuada. A fêmea é maior que o macho medindo cerca de 40 cm de comprimento e diâmetro de um lápis. Os ovos medem cerca de 50 micrômetros (invisíveis a olho nu).
Ao contrário do que muitos dizem uma pessoa não desenvolve ascaridíase mediante a um trauma ou susto.

Segundo a OMS, a ascaridíase existe em cerca de 1/5 da população mundial. É uma parasitose restrita do ser humano e se dá pela ingestão de água ou alimentos com ovos infectantes.
Ciclo de vida -
Assim como a amebíase descrita acima, o verme áscaris lumbricoides possui um ciclo que percorre vários órgãos do corpo humano até atingir a vida adulta.
Tudo começa quando uma pessoa infectada por esse vermes liberam em suas
fezes os ovos do verme. Os ovos mantém o parasita vivo em solos úmidos. O contágio ocorre quando uma pessoa consome água ou alimentos infectados por esses ovos. Os ovos chegam ao intestino delgado onde são liberadas as larvas. Essas larvas penetram pela parede do intestino chegando à corrente sanguínea. Após isso alcançam o fígado ondem crescem em menos de uma semana. Saem novamente pela corrente sanguínea, passam pelo coração e chegam aos pulmões. Nos pulmões esses parasitas se instalam nos alvéolos que são ricos em oxigênio e nutrientes favorecendo o desenvolvimento dos vermes ainda em estágio de evolução. Já maiores elas sobem pelos brônquios e saem pela faringe onde são, em sua maioria, deglutidas pelo sistema digestivo. Passam pelo estômago e alcançam novamente o intestino delgado onde completam seu ciclo de vida e se tornam adultos. Há casos das larvas saírem durante as tosses. Uma lombriga pode viver por dois anos. Mas até lá já liberou novos ovos que serão excretados juntos com as fezes repetindo, talvez, um novo ciclo.
Sintomas da ascaridíase -
Normalmente é uma verminose que não oferece sintomas porque a maioria dos infectados possuem poucos parasitas. Mas quando a carga parasitária se torna grande alguns problemas surgem como a obstrução intestinal devido ao bolo parasitário que interrompe a passagem alimentar. Também pode haver tosse com sangue e irritação do sistema respiratório devido também ao grande número de larvas neste local. Em alguns casos há tantos parasitas num mesmo hospedeiro que os vermes se instalam em órgãos incomuns do seu ciclo como o apêndice, o pâncreas e os dutos biliares causando uma hemorragia. Também podem causar vômitos, diarreias ou dores abdominais.

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