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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Bactérias e Vírus

Bactérias
As bactérias são seres procariontes, ou seja, o núcleo celular não está envolvido por uma membrana (carioteca). E possuem poucas organelas em suas células. A célula bacteriana é primitiva e não apresenta um núcleo organizado.
Quando as bactérias foram estudadas geneticamente pela primeira vez verificou-se que existia mais variedade entre elas do que entre os animais e plantas. As células bacterianas são menores que as células eucariontes, por isso é comum afirmar-se que existem mais células bacterianas dentro de nós do que células humanas. Muitas bactérias fazem bem ao organismo humano, mas parte delas é patogênica (causam doenças) como aconteceu com a bactéria que causou a Peste Negra e assolou a Europa matando 1/3 de toda a população europeia de 1347 a 1351. Muito tempo se passou até que as bactérias pudessem ser visualizadas em microscópios. Atribui-se a Louis Pasteur a descoberta e estudo sobre muitas delas (incluindo a bactéria da Peste Negra) durante o século XIX. Robert Coch, médico alemão, também ajudou a desvendar o mundo microscópio das bactérias e demonstrou que algumas doenças distintas eram causadas por bactérias específicas. Com os trabalhos dos dois, Pasteur e Koch, em apenas 20 anos (1880 a 1900) a ciência bacteriologia surgiu e se expandiu acentuadamente com a descoberta de microrganismos bacterianos cada vez menores.
Depois dos vírus, as bactérias são os microrganismos mais simples que existem medindo ente 0,5 a 5 milésimos de milímetro. Foram as primeiras formas de vidas a surgir no planeta Terra. Por isso elas estão por todo o planeta desde solos vulcânicos submarinos até nos gelos da Antártida.


Estrutura Bacteriana:
Membrana Esquelética: Oferece resistência à bactéria. Também conhecida como "Parede Celular Bacteriana".
Membrana Plasmática: É um segundo envoltório da célula da bactéria.
Hialoplasma: É a região interna da bactéria onde encontramos a presença da cromatina. Tanbém chamada de citoplasma.
Cromatina: Presente no hialoplasma. É o material genético da bactéria e dos ribossomos
Ribossomos: Estrutura responsável pela síntese proteica.
Núcleo: Onde se localiza o material genético da bactéria.
Plasmídeo: Parte do DNA bacteriano que é usado pela engenharia genética para a produção da insulina humana através da própria bactéria. Os laboratórios usam essa molécula de DNA bacteriana para a produção de várias substâncias proteicas. Entre elas a insulina.

Funções das Bactérias
As bactérias são usadas na produção de substâncias como a insulina humana e também utilizadas para a fermentação de alguns alimentos e bebidas. Ela tem uma grande importância. Além de serem usadas comercialmente há também as bactérias decompositoras que realizam a reciclagem da matéria orgânica, um papel fundamental para o ecossistema. Isso acontece quando um ser morre e seus corpos são decompostos em resíduos que servirão de alimentos para novas plantas. O nome dessas bactérias são bactérias decompositoras.
Nós temos também as bactérias simbióticas que realizam processos importantes no nosso organismo como as bactérias intestinais que ajudam na fixação de nutrientes e no processo de digestão. Nos ruminantes como a vaca e as cabras nós encontramos bactérias simbióticas que ajudam no processo da digestão.
Bactéria é um ser vivo muito importante porque, além de atuarem nas indústrias e nos processos de reciclagem, ela é um agente etiológico de várias doenças. Ou seja, é um agente que pode causar muitas doenças (patogenias) principalmente à espécie humana.
Etiologia: É o estudo das causas. Uma espécie de ciência das causas.
Entre as doenças bacterianas que estão na nossa espécie, nós encontramos a meningite que é uma doença causada por um diplococos. Também há a cólera que é causada por uma bactéria vibrião.

Formas Bacterianas


Cocos: Forma esférica não perfeita e as bactérias com esse formato não estão associadas entre si. Mas quando se associam recebem outros nomes como diplococos, estafilococos ou estreptococos.
Diplococos: Forma de dois cocos. Causa meningite e outras doenças. São as espécies patogênicas que mais preocupam os cientistas, por isso são as mais conhecidas. Podem causar pneumonia, meningite, sinusite, bacteremia, otite. Causam hemólise destruindo parcialmente os eritrócitos. Sucumbem facilmente a detergentes fracos, o que caracteriza facilmente esse grupo de bactérias.
Bacilos: Forma de bastonetes. São normalmente encontrados em locais extremos como em solos salinos, em alimentos e locais alcalinos e em temperaturas muito baixas. Muitos bacilos são halófilos (necessitam de uma grande concentração salina para se desenvolverem). É comum bacilos infectarem alimentos marinhos. Podem causar carbúnculos ou antrax e também são responsáveis por muitas intoxicações alimentares.
Vibrião: Dotados de bastonetes recurvos. As suas células podem se ligar umas às outras formando um formato de "S". São microrganismos altamente móveis através dos seus flagelos. São Gram-negativos (reagem de forma específica às colorações para visualização em microscópios). Fermentam carboidratos e reduzem nitratos a nitritos. O contágio se dá geralmente ao ingerir água ou marisco contaminados.
Espirilo: Espiralado. Possuem forma espiraladas semelhantes a um saca-rolhas. Alguns são rígidos e outros mais flexíveis.
Estafilococos: É uma bactéria que é um desafio constante para a medicina. São esféricas e formam colônias de bactérias ligadas umas às outras de várias formas, inclusive em forma de cacho de uvas que deu nome a esse tipo de bactéria: Staphyle vem do grego e significa "cacho de uvas". Segundo conta a história, uma das sete pragas do Egito era uma doença que provocava tumores e chagas em homens e animais. Tais sintomas são característicos dos estafilococos. Eles sobrevivem em diversos ambientes, mas habitam principalmente na pele e na mucosa de mamíferos e aves.
Estreptococos: São bactérias Gram-positivas. A maioria das espécies é inofensiva ao ser humano. Porém, as patogênicas podem causar escarlatina ou pneumonia. Podem se desenvolver em feridas ou na pele. São imóveis por não possuem estruturas de locomoção.

Principais doenças causadas por bactérias
Coqueluche (tosse comprida), difteria, tétano, febre tifoide, gonorreia, sífilis, meningite, pneumonia, sinusite, otite, bacteremia, cólera, etc.
Lembrando que a gonorreia e a sífilis são DSTs (Doenças Transmitidas Sexualmente).
Além dessas há outras doenças causadas por bactérias como a hanseníase, meningite meningocócita, leptospirose, botulismo e tuberculose.

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Vírus


Pertencem ao grupo dos acelulares, ou seja, não possuem uma célula completa e por isso não possuem metabolismo celular enquanto não infectam uma célula hospedeira e dela parasita organelas para sua reprodução. Por não possuírem metabolismo sozinhos, os vírus são controversos e não há consenso entre a comunidade científica se eles são seres vivos ou não.
Os vírus são as menores estruturas biológicas conhecidas. Só se reproduzem se infectarem uma célula e seus descendentes são parasitas também com o mesmo objetivo; infectar células sadias para se reproduzirem. Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios, isto é, vão necessitar de células para seus metabolismos com intuito de reproduzirem-se.

Estrutura dos Vírus
O corpo de um vírus é composto pelas seguintes partes:
Glicoproteína: envolve externamente os vírus.
Lipídios: Juntamente com as glicoproteínas, envolvem o vírus e formam o capsídeo.
Capsídeo: Membrada de glicoproteínas e lipídios que recobre externamente os vírus. É um envoltório protetor dos vírus.
RNA: Material genético dos vírus. É um ácido ribonucleico.
Transcptase Reversa: Processo onde uma enzima virótica transcreve moléculas genéticas. Nas células hospedeiras cujo material genético é DNA, se haver um vírus que deseja se reproduzir usando sua capacidade reprodutora, o vírus irá polimerizar (fecundar) moléculas de DNA com suas moléculas de RNA.
DNA: Nem todos os vírus apresentam RNA, mas sim o DNA (ácido desoxirribonucleico).




Retrovírus: Também chamados de RNAvírus. Caracterizam-se por terem um genoma constituído por RNA simples. Possuem RNA como material genético e para se reproduzirem necessitam do DNA. Para isso usam a enzima denominada transcriptase reversa. Os retrovírus mais conhecidos causam a AIDS, a gripe do frango e alguns tipos de leucemia.
O vírus da AIDS é também conhecido como SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). É composto por RNA. Envolvendo o material genético nós temos o capsídeo, também um envelope protetor. Lembrando que esse vírus, devido à presença do RNA é denominado de Retrovírus. Eles adoram se reproduzir em uma célula que temos em nosso organismo conhecidos como "linfócitos CD4". Esses linfócitos são muito importantes e são responsáveis por toda a nossa defesa imunológica. O CD4 apresenta uma proteína importante, tem uma membrana celular, tem o seu DNA no núcleo. O vírus HIV acaba se ligando ao CD4 num processo chamado de "absorção". Após essa ligação, o RNA abandona o seu capsídeo, entra na célula do linfócito CD4 e inicia o seu processo de multiplicação.
Com a ajuda da transcriptase reversa, que é uma enzima, ele acaba produzindo o DNA modificado que será absorvido pela célula, irá para o núcleo da célula parasitada e com isso nós teremos a formação de uma DNA modificado no interior do núcleo do linfócito. Utilizando da maquinaria da célula parasitada o DNA viral passa a se reproduzir formando cópias desse DNA modificado, produzindo seus capsídeos dando origem a novas formas de HIV. Esse HIV abandona o interior da célula parasitada e vai, agora, parasitar outras células multiplicando-se no interior dessas novas células. Um detalhe é o DNA do linfócito (glóbulo branco) juntamente com o DNA viral aderidos juntos no linfócito e com isso nós temos a reprodução viral.
Após a reprodução, os novos vírus abandonam os linfócitos, caem na corrente sanguínea e vão ser encontrados nas secreções do corpo como as secreções vaginais, no esperma e também encontramos o HIV nas células do sistema nervoso onde eles também se reproduzem. Com a infecção desses tecidos nós temos as manifestações das doenças. Vale lembrar que a AIDS (SIDA) é Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e vai diminuir a resistência dos pacientes e com isso possibilitar a manifestação de outras doenças.

Sintomas e Doenças dos Aidéticos
Pele: Dermatites. Também uma ulceração que pode ser chamada de câncer de pele (Sarcoma de Kaposi). Essa ulceração são feridas de cor arroxeada e formas irregulares, planas ou em auto relevos. Há também a manifestação de organismos patogênicos e oportunistas como fungos e outros vírus além do HIV como a herpes. Tudo isso devido à queda da imunidade dos pacientes.
Aparelho Respiratório: Há o desenvolvimento principalmente da pneumonia e tuberculose também devido à queda da imunidade.
Sistema Nervoso Central: Toxoplasmose (protozoário de animais que causam cistos nos humanos), meningite, linfoma cerebral (tumor no cérebro de origem desconhecida e facilitada pela AIDS), demência (dependendo da região que o parasita estiver).
Aparelho Digestório: Cândida Albicans (Fungo que atinge a boca e a vagina), na boca é chamada popularmente de "sapinho". Candidíase (Doença causada por fungos que ataca o tubo digestório e estômago)
Há outras doenças que atacam os aidéticos como a herpes (vírus benígno que atinge as mucosas da boca e a região genital). O vírus da herpes é do tipo citomegalovírus. Quem é infectado por este vírus permanece com ele durante toda a vida, porém esporadicamente causam sintomas. Estima-se que metade dos norte-americanos possuem herpes (Não necessariamente ligada à AIDS).

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