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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Conjuntivite

Conjuntivite (Vírus, Bactérias, Fungos)
Conjuntivite é uma doença infecciosa que ataca a membrana conjuntiva dos olhos que reveste a superfície ocular. Geralmente afeta os dois olhos incluindo a mucosa interna da pálpebra. Geralmente é contagiosa e normalmente não deixa sequelas.
Além de a conjuntivite ser comumente causada por agentes biológicos ela também pode se causada por agentes químicos ou alergias de contato ou alimentares.

A conjuntivite infecciosa é causada por vírus, fungos ou bactérias e é transmitida de uma pessoa para outra quando há o uso de utensílios infectados usados por quem tem a conjuntivite infecciosa. Também há a transmissão em água de piscina. Quando ocorre uma epidemia é certo que se trata de uma conjuntivite infecciosa.
A conjuntivite alérgica ocorre sem agentes biológicos. Ocorre em quem possui predisposição como pessoas que tem rinite ou bronquite. Inicia-se num olho primeiro ou mais comum nos dois juntos. É uma conjuntivite reincidente e seu diagnóstico é importante para o tratamento que será ministrado.
Conjuntivite Tóxica - Causada por agentes químicos e tóxicos como colírios, medicamentos, produtos de limpeza, poluição. Uma orientação médica é aconselhável para diagnosticar o agente causador específico da inflamação ocular.

Sintomas
Vermelhidão, hiperemia (aumento da circulação sanguínea), prurido (coceira), lacrimejamento e por vezes sensação de dor.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Verminoses

Controle das Verminoses
Também definida como parasitose, é uma doença causada por agentes específicos que podem ser vermes ou protozoários. Uma verminose é um tipo de infecção intestinal. Os vermes ou protozoários atuam de forma parasita.
A maioria dos vermes é endoparasita, ou seja, vivem dentro do hospedeiro constituindo uma doença endêmica de difícil controle pelos órgãos públicos.
As verminoses podem vitimar qualquer pessoa independente da idade, da classe social ou dos locais onde moram e representam um perigo que pode ser fatal e a forma mais eficaz de combater é a prevenção. Por isso todos devem estar atentos.
Tudo o que relacione à veiculação de alimentos e água deve ser tratado com mais seriedade quanto à higienização, pois é só com mais controle e assepsia que se combate as fontes causadoras das verminoses. Os alimentos e bebidas de estabelecimentos comerciais devem ser fiscalizados com mais rigor e campanhas de combate devem ser feitos para combater os vermes causadores de doenças vermífugas.
É de responsabilidade dos órgãos públicos controlar e combater os agentes causadores das verminoses. Para evitar uma disseminação em grande escala o governo mantém um sistema de controle que inclui o tratamento da água fornecida, a limpeza dos seus reservatórios, a inspeção de estabelecimentos industriais, residenciais e comerciais que manipulem bebidas e alimentos. Também é de responsabilidade do governo a cobertura de água encanada e esgoto canalizado para os habitantes e campanhas de combate e prevenção de doenças causadas por vermes parasitas.

Vermes:
Segundo Lineu (Pai da Taxonomia Moderna, criador da classificação científica e na nomenclatura binomial), os vermes eram todos os seres invertebrados não pertencentes ao grupo dos artrópodes. Porém essa definição não é mais usada para a ciência que dividiu os vermes em vários filos.
Atualmente verme é todo ser vivo de corpo alongado e achatado sem a presença de esqueleto interno ou externo e não possuem membros de locomoção, exceto um apêndice que ajuda na locomoção em alguns casos.
Os vermes estão em vários lugares, nos rios, nos mares, no subterrâneo e até no interior de outros seres vivos (endodermes) vivendo como parasitas. Um exemplo de verme parasita é a Tênia Solitária e outro exemplo importante de verme (não parasita) é a minhoca, muito importante para a ecologia por preparar o solo para as plantas.

Tipos de Verminoses:
As verminoses mais frequentes são a teníase, ancilostomíase (amarelão), oxiurose e ascaridíase. Também há outras menos conhecidas, porém também importante como a amebíase (protozoário), strongilodíase, giardíase (protozoário) e esquistossomose.

Principais sintomas:
Cólicas abdominais, enjoos, mudança de apetite, falta de disposição, franqueza, emagrecimento, tonturas, vômitos, diarreia com ou sem sangue e fome constante. Na fase mais aguda de uma verminose predomina diarreias e vômitos com frequência causando anemia, obstrução intestinal e comprometimento do desenvolvimento físico e comportamental, principalmente durante a infância. Se não tratado, uma pessoa vítima de verminose pode morrer.

Formas de contágio:
Na maior parte o contágio ocorre pela ingestão de alimentos ou água contaminados. Mas também podem ser infectadas as pessoas que utilizarem talheres ou objetos individuais ou coletivos (vazo sanitário) contaminados além de contágios de bebês através da chupeta. Ainda menos frequente, exista o contágio pela poeira (lombriga) e pela infiltração na pele em superfícies úmidas (ancilostomose e amarelão).

Tratamento:
Depois de diagnosticado o tipo de verminose, são indicados medicamentos parasitários específicos a base de mebendazol anti-helmíntico polivalente. Tais medicamentos podem ser para um verme específico ou uma infestação mista e devem ser indicados por profissionais da saúde de forma moderada.

Prevenção Pessoal:
Algumas medidas são simples para se prevenir das verminoses. A maioria das medidas é higiênica.
  • Lavar sempre as mãos antes das refeições e após usar o banheiro.
  • Conservar as mãos sempre limpas, unhas aparadas e evitar levar as mãos à boca.
  • Beber somente água filtrada ou fervida.
  • Lavar bem os alimentos antes do consumo, principalmente se for consumidos crus.
  • Andar calçado, ingerir carne bem passada.
  • Não deixar crianças brincarem em terrenos baldios, com lixo ou em água poluída.
  • Limpar a residência e o terreno que o cerca para evitar mosquitos ou outros insetos e animais transmissores de doenças.
  • Comer sempre em locais limpos com alimentos de qualidade.
  • Realizar exames parasitológicos periodicamente e tomar vermífugo quando recomendado pelo profissional da saúde.
Prevenção coletiva:
As comunidades reconhecem a necessidade das medidas de prevenção através de alguns conceitos simples como campanhas educacionais para instrução sobre as verminoses. Também são cientes da proibição de uso de fezes humanas como adubo. O saneamento básico deve ser distribuído por toda a população e as condições de moradia devem ser compatíveis com uma vida saudável.

Parasitoses Intestinais
Amebíase (Protozoário):
Infecção do intestino grosso pelo protozoário unicelular Entameba Hislolytica que possui dois estágios: Ativo (trofozoíto) e inativo (quisto).
Trofozoítos - Vivem no conteúdo interno do intestino grosso se alimentando de bactérias ou da parede intestinal. Causam diarreia e os protozoários ativos que saem morrem por desidratação. Quando não há a diarreia, os trofozoítos se transformam em quistos.
Quistos - São resistentes. Podem contaminar diretamente de fezes infectadas ou indiretamente através de alimentos e água contaminados.
É mais comum o contágio de amebíase em asilos onde utensílios são usados mais coletivamente e através de relações homossexuais masculinas. Os alimentos contaminados com Entameba Histolytica podem ter crescido em solo com fezes humanas, lavados em água infectada ou preparados por alguém contaminado.
A ameba instala-se no intestino causando uma ulceração no colo intestinal levando alguns órgão ao abcesso, principalmente o fígado.
Sintomas - Dores abdominais, fezes com muco ou sangue, flatulências e diarreias. Emagrecimento e anemia são frequentes apesar de pessoas contaminadas que vivem em clima temperado comumente não apresentarem sintomas.
Infecção Extra Intestinal da Amebíase
Além do intestino, os trofozoítos podem vazar do intestino através das úlceras que o perfuram. Fora do intestino é requerida uma cirurgia imediata e cuidadosa para não contaminar outros órgãos. Quando há o vazamento das amebas que entram na corrente sanguínea é comum a contaminação de outros órgãos como os pulmões e até o cérebro. Alcança também a pele causando lesões principalmente nas regiões genitais.
Ascaridíase (Nematódeo)
A ascaridíase é uma verminose causada pelo nematódeo Áscaris Lumbricoides também chamado popularmente de "lombriga" ou "bicha".
(Nematódeo = Corpo Fusiforme = Corpo alongado com extremidades mais finas que o centro)
As lombrigas não possuem segmentação em seus corpos e possuem tubo digestivo completo. A reprodução é sexuada. A fêmea é maior que o macho medindo cerca de 40 cm de comprimento e diâmetro de um lápis. Os ovos medem cerca de 50 micrômetros (invisíveis a olho nu).
Ao contrário do que muitos dizem uma pessoa não desenvolve ascaridíase mediante a um trauma ou susto.

Segundo a OMS, a ascaridíase existe em cerca de 1/5 da população mundial. É uma parasitose restrita do ser humano e se dá pela ingestão de água ou alimentos com ovos infectantes.
Ciclo de vida -
Assim como a amebíase descrita acima, o verme áscaris lumbricoides possui um ciclo que percorre vários órgãos do corpo humano até atingir a vida adulta.
Tudo começa quando uma pessoa infectada por esse vermes liberam em suas
fezes os ovos do verme. Os ovos mantém o parasita vivo em solos úmidos. O contágio ocorre quando uma pessoa consome água ou alimentos infectados por esses ovos. Os ovos chegam ao intestino delgado onde são liberadas as larvas. Essas larvas penetram pela parede do intestino chegando à corrente sanguínea. Após isso alcançam o fígado ondem crescem em menos de uma semana. Saem novamente pela corrente sanguínea, passam pelo coração e chegam aos pulmões. Nos pulmões esses parasitas se instalam nos alvéolos que são ricos em oxigênio e nutrientes favorecendo o desenvolvimento dos vermes ainda em estágio de evolução. Já maiores elas sobem pelos brônquios e saem pela faringe onde são, em sua maioria, deglutidas pelo sistema digestivo. Passam pelo estômago e alcançam novamente o intestino delgado onde completam seu ciclo de vida e se tornam adultos. Há casos das larvas saírem durante as tosses. Uma lombriga pode viver por dois anos. Mas até lá já liberou novos ovos que serão excretados juntos com as fezes repetindo, talvez, um novo ciclo.
Sintomas da ascaridíase -
Normalmente é uma verminose que não oferece sintomas porque a maioria dos infectados possuem poucos parasitas. Mas quando a carga parasitária se torna grande alguns problemas surgem como a obstrução intestinal devido ao bolo parasitário que interrompe a passagem alimentar. Também pode haver tosse com sangue e irritação do sistema respiratório devido também ao grande número de larvas neste local. Em alguns casos há tantos parasitas num mesmo hospedeiro que os vermes se instalam em órgãos incomuns do seu ciclo como o apêndice, o pâncreas e os dutos biliares causando uma hemorragia. Também podem causar vômitos, diarreias ou dores abdominais.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A Superbactéria KPC



Não bastasse a onda de gripe suína que assustou a humanidade quando se espalhou num nível pandêmico, agora o Brasil alerta sobre uma bactéria. Não é mais o vírus suíno que preocupa, já que este se mostrou menos prejudicial do que o temido.
A superbactéria denominada KPC (Klebisiella Pneumoniae Carbapenemase) é muito resistente aos antibióticos. A diferença dessa bactéria frente às outras é sua grande resistência que ela adquire conforme o indivíduo contaminado vai tomando antibióticos.
Essa bactéria já era conhecida, porém passou por modificações devido aos antibióticos. Os primeiros casos registrados no Brasil aconteceram no Distrito Federal e em algumas semanas outros hospitais, atentos com o caso da capital, começaram a voltar sua atenção para essa bactéria e registrar outros casos. Por isso a Ministério da Saúde já está providenciando medidas para conter uma possível evasão dos hospitais para outros setores.
A ANVISA criará novas leis para a venda de antibióticos em qualquer farmácia ou drogaria. Todos os antibióticos deverão ser vendidos mediante receita médica. Assim eles receberão os mesmos cuidados dos psicotrópicos, será um medicamento controlado.
O alvo dessa bactéria são pessoas que tenham uma imunidade comprometida e pacientes de UTIs de hospitais.
Tudo indica, segundo pesquisas, que essa superbactéria é uma bactéria recente adquirida em países do sul da Ásia e trazidas para o Brasil por viajantes que realizaram cirurgias plásticas por lá.
Em 2009 um estudo foi publicado na revista "The Lancet" informando que esta bactéria KPC assim como outra chamada de Escherichia Coli (que produz infecção urinária) possui um gene denominado NDM-1 que torna a bactéria muito resistente aos antibióticos mais fortes como a classe dos carbapenemas.
A superbactéria causa pneumonia e, se não contida, pode causar uma pandemia no futuro. O que é preocupante.
Na Grã-Bretanha também há casos e foi identificado que a bactéria por lá veio através de pessoas que viajaram para a Índia e para o Paquistão à procura de tratamentos cosméticos. Pessoas foram analisadas tanto na Grã-Bretanha quanto na Índia e no Paquistão. Na Índia foram feitas análises em duas cidades, sendo que em uma delas, 1,5% dos analisados estavam contaminados e 8% na outra cidade, o que dá um total de 70 casos. Isso em 2009. Na Grã-Bretanha os únicos medicamentos efetivos foram a Tigeciclina e a Colistina.
Alexandre Cunha, infectologista e atual presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia do Distrito Federal, quem tem mais chance de se contamina com a bactéria KPC são pacientes com sondas ou cateter hospitalizados em UTIs. Pessoas que venham a ter contato com o paciente contaminado têm poucas chances de desenvolver uma doença relacionada à bactéria se tiver com sua imunidade bem equilibrada. Mesmo se a bactéria estiver sob a pele ou no trato digestivo. Ainda segundo ele deve haver mais atenção na assepsia e cuidado para que a bactéria não se espalhe por outras unidades de atendimentos de pronto-socorro.
A prevenção é essencial já que o tratamento é difícil. Por isso os médicos e enfermeiros devem tomar os mesmos cuidados que os visitantes como a higienização das mãos, usar de luvas e máscara para uma prevenção mais eficaz. Além disso, deve-se isolar a pessoa contaminada como medida de segurança.
Segundo o Jornal Correio Brasiliense um dos grandes obstáculos no combate a essa bactéria, principalmente se houve uma epidemia é a falta de antibióticos no mercado. Os médicos, nessas circunstâncias, devem misturar até três medicamentos para criar um antibiótico efetivo, o que torna o medicamento muito caro. O principal fator de contaminação por essa bactéria é a falta de higienização, geralmente quando um paciente contaminado é transferido de um leito para o outro. Além do leito infectado é nesse momento em que médicos e enfermeiros tem contato com a bactéria.
Ouvida pelo Correio Brasiliense, a infectologista Maria de Lourdes Ferreira Lopes declara que a regulamentação da ANVISA ajudará no controle das infecções nos ambientes domésticos e hospitalares. Ela também afirma que "o uso indiscriminado de antibióticos em hospitais e pela população em geral é o principal motivo de aumentos das resistências bacterianas no Brasil".
Tudo isso acontece, segundo ela, porque o cidadão em sua casa tem uma febre e já vai comprar um antibiótico até mesmo sem prescrição médica. Se for contaminado por um vírus que naturalmente fica no corpo menos de 48h já toma antibióticos, seja comprado ou num estoque em casa onde há sobras de antibióticos usados em infecções anteriores. Tudo isso ajuda as bactérias a ficarem cada vez mais resistentes. O que ocorre, mais especificamente é que quando tomamos antibióticos nós eliminamos tanto a flora natural do intestino quanto as bactérias. Porém algumas bactérias sobram e se modificam se tornando mais resistentes. Como não há flora suficiente para combate essa nova bactéria ela fica livre para atuar no organismo e uma nova dosagem de antibióticos não fará efeito algum.
José Gomes Temporão (ministro da saúde) já aplicou medidas que devem ser cumpridas pelas farmácias e drogarias de todo o Brasil. Essa lei obriga que os farmacêuticos só vendam antibióticos mediante a apresentação de receituário médico. E fica a cargo da ANVISA a responsabilidade por punir o comércio que não cumprir com essa determinação.

Informações sobre a bactéria KPC e métodos de tratamento e prevenção:

  1. A bactéria KPC, denominada popularmente como "Superbactéria" é resistente a 95% dos medicamentos fornecidos pelo mercado farmacêutico.
  2. Ela surgiu devido às mutações genéticas aos antibióticos. É um mecanismo de defesa natural da bactéria para sua sobrevivência.
  3. A confirmação da contaminação de uma pessoa é feito através da análise do material coletado do sistema digestivo.
  4. Cerca de 90% das pessoas que tem contato com a bactéria não desenvolvem doenças relacionadas.
  5. Se o paciente estiver com a imunidade baixa pode desenvolver um processo infeccioso.
  6. As doenças podem variar entre uma leve infecção no sistema urinário até uma pneumonia grave que pode resultar em morte.
  7. Poucos são os medicamentos eficientes para combater a infecção. Um deles é chamado de polimixina.
  8. Para prevenir novas contaminações, as pessoas que tiveram contato com uma pessoa infectada devem lavar suas mames e desinfetá-las com álcool 70%.
  9. Profissionais da saúde devem manter as unhas bem aparadas (curtas), não devem se alimentar no ambiente de trabalho, usar cabelos presos e preferir usar sapatos fechados.