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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Conjuntivite

Conjuntivite (Vírus, Bactérias, Fungos)
Conjuntivite é uma doença infecciosa que ataca a membrana conjuntiva dos olhos que reveste a superfície ocular. Geralmente afeta os dois olhos incluindo a mucosa interna da pálpebra. Geralmente é contagiosa e normalmente não deixa sequelas.
Além de a conjuntivite ser comumente causada por agentes biológicos ela também pode se causada por agentes químicos ou alergias de contato ou alimentares.

A conjuntivite infecciosa é causada por vírus, fungos ou bactérias e é transmitida de uma pessoa para outra quando há o uso de utensílios infectados usados por quem tem a conjuntivite infecciosa. Também há a transmissão em água de piscina. Quando ocorre uma epidemia é certo que se trata de uma conjuntivite infecciosa.
A conjuntivite alérgica ocorre sem agentes biológicos. Ocorre em quem possui predisposição como pessoas que tem rinite ou bronquite. Inicia-se num olho primeiro ou mais comum nos dois juntos. É uma conjuntivite reincidente e seu diagnóstico é importante para o tratamento que será ministrado.
Conjuntivite Tóxica - Causada por agentes químicos e tóxicos como colírios, medicamentos, produtos de limpeza, poluição. Uma orientação médica é aconselhável para diagnosticar o agente causador específico da inflamação ocular.

Sintomas
Vermelhidão, hiperemia (aumento da circulação sanguínea), prurido (coceira), lacrimejamento e por vezes sensação de dor.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sistema Excretor

Introdução
Todos os organismos no planeta Terra precisam controlar o equilíbrio dinâmico de seus próprios corpos. Para isso existem órgãos específicos responsáveis pela liberação de excretas (matéria orgânica desnecessária). Os seres vivos se alimentam, mas também liberam parte desse alimento em forma de excretas. Assim o organismo só usa o necessário e vital para a manutenção de sua vida.
Devido à biodiversidade, existem várias estruturas diferentes que auxiliam na excreção de substâncias. Além disso existem vários tipos de excretas e várias formas jogar fora aquilo que está em excesso no organismos ou aquilo que é tóxico.

Como as substâncias, resíduos do metabolismo das células, como a água em excesso, são eliminadas?
Quais são as estruturas responsáveis pelas excreções?

Principais substâncias excretadas pelos animais
CO2 = Dióxido de carbono (gás carbônico) eliminado durante a respiração.
H2O = A água pode estar em excesso e precisará ser eliminada. A água pode esta acumulada no plasma sanguíneo. A parte líquida do sangue.
Sais
Bile = Substância liberada pelo fígado e alojada na vesícula biliar. É responsável pela digestão de gorduras.
Muitas dessas substâncias são importantes. São eliminadas ou reutilizadas pelo próprio organismo. Mas quando em excesso devem ser eliminadas para promover o equilíbrio dinâmico do líquido corpóreo dos animais.

Compostos nitrogenados
São substãncias residuais de metabolismos celulares e todos os animais os liberam como excretas.
Amônia: É um excreta importante eliminado pelos invertebrados aquáticos, peixes ósseos e protocordados. Esses animais aquáticos possuem grande quantidade de água em seus organismos. Por isso eliminam amônia que é uma substância tóxica que é solúvel em água para perder sua toxidez (toxicidade: Sinônimos).
Uréia: É uma substância pouco solúvel em água. Liberada geralmente por animais terrestres como anfíbios e mamíferos. Porém também é eliminada por peixes cartilaginosos. Possui o objetivo de economizar água corpórea durante a excreção.
Ácido úrico: É uma substância menos tôxica, por isso ela é menos solúvel. Ela será eliminada pelos animais que necessitam economizar água ou que apresenta durante o seu estágio embrionário a oviposição, ou seja, um animal que nasce dentro de um ovo e tem que economizar água já que ela é em pequena quantidade no interior de um ovo. Assim o embrião de ovo libera também ácido úrico. Este ácido está presente nos insetos, nos répteis e também nas aves.
Em alguns animais, dependendo do seu estágio de desenvolvimento nós podemos encontrar a liberação tanto de amônia quanto de uréia como é o caso dos anfíbios como o sapo. O primeiro estágio de um sapo é na forma de giniro, ele se desenvolve na água e por isso não precisa economizar água, por isso a liberação é basicamente amônia. Quando este indivíduo cresce e migra para a terra na forma de sapo ele passa a liberar mais uréia que amônia. Na fase terrestre os sapos não apresentam grande quantidade de água em seus tecidos e a uréia torna a perda de água menos constante.
Há também a creatinina que é usada no movimento dos músculos. Parte dessa substância pode ser eliminada pelos rins. Quanto maior a massa muscular de uma pessoa, mais creatinina ela produz. O excesso é eliminado.
A maioria dos compostos nitrogenados são eliminados juntamente com a água para que a toxicidade seja menor quando diluídos.

Quais são as estruturas responsáveis pelas excreções nos animais?
Nos protozoários como a ameba, por exemplo, existem os pseudópodes em retração (falsos pés que retraem) que capturam o alimento. Assim como qualquer outro ser unicelular, há a membrana e o núcleo celular. E as partes desse protozoário que participam da digestão são:
Vácuolo - Auxilia na digestão dos alimentos
O excesso de líquido passa pela membrana, vai para o interior da célula e é recolhido pelo vacúolo pulsátil.
Vacúolo pulsátil - Recolhe o excesso de líquido que existe na célula da ameba (no corpo da ameba) evitando assim a sua ruptura.
O protozoário, no caso a ameba, que é composto por uma única célula, o vacúolo pulsátil, que também recebe o nome de vacúolo contrátil, recolhe o excesso de água e elimina esse excesso de água. Então ele funciona como se fosse o rim nos protozoários. Essa estrutura só aparece nos protozoários de água doce. Essas amebas, por isso, são chamadas de dulcícolas.

Há outras estruturas na diversidade animal. Veja quais são de acordo com o animal excretor:
Difusão: Não há uma estrutura. A excreção é feita por meio da difusão. Celenterados (Cnidários) - Exemplo: Águas-vivas e Poríferos - Exemplo: Esponjas
Solenótico: Platelminto - Solitária. A estrutura neste caso é o solenócito.
Tubo em H: Quem usa essa estrutura para liberar seus excretas são os asquelmintos (Ascaris lumbricóides ou lumbriga)
Nefrídeo: Anelídeo (minhoca por exemplo) e moluscos.
Túbulo de Malpighi: Os artrópodes possuem essa estrutura para liberarem seus excretas.
Glândula Verde: Crustáceos
Glândula Coxal: Insetos e aracnídeos
Então o Túbulo de Malpighi é uma estrutura exclusiva dos artrópodes assim como a glândula verde é especial para os crustáceos.

Túbulo de Malpighi
Ele percorre por uma cavidade todo o corpo do animal recolhendo os excretas e os levando até o sistema digestório onde serão eliminados junto com as fezes desse animal.
Vale lembrar que o dióxido de carbono faz parte do sistema respiratório e é eliminado pela traquéia desse animal.

Aparelho excretor dos vertebrados
Os animais mais evoluídos apresentam um aparelho e não só uma estrutura como os animais mais simples.
Aparelho excretor dos mamíferos (Humano)
O sistema excretor do ser humano é feito através de um aparelho excretor mais bem elaborado composto por um par de rins que são ligados à bexiga por um par de canais chamados de ureteres que são responsáveis por levar a urina até a bexiga onde será elimada pela uretra.

Excretas Humanos:
Os humanos, como animais mamíferos, possuem vários excretas. Além do gás carbônico (excreta do sistema respiratório) há também a eliminação da uréia. A uréia é eliminada através do suor e da urina. O rim é o principal aparelho excretor do corpo humano. Lembre-se que animais mais simples não possuem aparelho excretor e sim estruturas. Mas no caso do ser humano existe o rim que filtra e reabsorve substâncias e libera os excretas.

Como a uréia é liberada do corpo humano?
Tudo acontece no aparelho excretor humano. Para isso vamos analisar precisamente o rim humano:
Os rins humanos são compostos por quatro estruturas básicas e importantes. O córtex que constitui a região interna do rim. Temos também a medula, os néfrons e o ureter, canal por onde será eliminada a urina.
Esquema de Néfron
A estrutura dos néfrons do rim possui a Arteríola Aferente que leva o sangue até o Glomérulo de Malpighi responsável por filtrar o sangue. Grandes partículas não podem ser filtradas pelo Glomérulo e por isso retornam à circulação sanguínea pela Arteríola Eferente. Essas partículas grandes são geralmente hemáceas. As substâncias que foram retidas pelo filtro caem na cápsula e serão transportadas pelo Túbulo Contorcido Proximal, passa pela Alça de Enle, pelo Túbulo Contorcido Distal, se transformam em urina e são coletados pelo Duto Coletor. Durante todo esse trajeto há a absorção de água e de sais minerais. No coleto é onde chegam os resíduos, ou seja, a urina.
99% das substâncias que caem no Túbulo de Nefron (desenho acima) são reabsolvidas e a urina representa apenas 1% daquilo que o organismo excreta no Néfron.
Todo esse processo de filtração e reabsorção possui um caminho que é controlado pelos hormônios.

Processos realizados pelos rins para a formação da urina
Filtração - Processo que ocorre no Glomérulo
Reabsorção - Processo que reabsorve a água e os sais minerais
Secreção Tubular - Liberação dos resíduos (Urina). Nesta fase há a secreção dos excretas que estavam em excesso e vão ser eliminados.

Muitos exames de Doping são realizados pela urina porque é nela que vamos encontrar excessos de drogas e substâncias que vão ser eliminadas.

Osmose
É o meio pela qual a água é reabsorvida por membranas. A osmose nos rins é feita pelos néfrons num transporte passivo. Já os sais minerais e os nutrientes são reabsorvidos por um transporte ativo. Esse controle de reabsorção, que pode ser facultativo ou obrigatório, também é controlado por um hormônio denominado HAD ou ADH que é o Hormônio Anti-Diurético.
Esse hormônio (ADH - Anti-diurético) aumenta a reabsorção da água. A água pode ser reabsorvida de forma obrigatória para ajudar na formação da plasma sanguíneo e o excesso da água será eliminado que formará a urina. Porém a reabsorção facultativa da água é realizada pelo hormônio anti-diurético (ADH / HAD). Esse hormânio aumenta a permeabilidade da membrana
para aumentar a reabsorção da água e diminuir o volume da urina.

FNA- Hormônio do coração que atua nos rins
A excreção humana humana é importante assim como também o controle hormonal que tem que ser estudado mais afundo e não se esqueça do FNA (Hormônios produzidos pelos átrios cardíacos). FNA significa "Fato Natriurético Atrial". Esse hormônio é responsável pela vasoconstrição simultânea da arteríola eferente e da vasodilatação da arteríola aferente que causa o aumento da urina, aumento da pressão glomerular e diminuição da pressão sanguínea.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sistema Circulatório

Qual a importância do sistema circulatório para os seres-vivos?
O coração é o principal órgão de um sistema circulatório.
Ele é muito importante porque é responsável pela pressão arterial e pelo bombeamento do sangue para todos os tecidos e células do corpo através do movimento de contração (sístole) e do relaxamento (diástole). O sangue é responsável pelo transporte de gases, proteínas e excretas (exemplo: Gás carbônico) e até dos hormônios no corpo dos seres-vivos. Porém há uma curiosidade sobre os insetos: Seu sangue não transporta gases.

Sistema circulatório dos insetos:
Os insetos também tem circulação de sangue, mas sem gases. O sangue percorre lacunas abertas e não veias e artérias. Por isso os insetos tem uma circulação sanguínea aberta. O sistema possui um longo tubo que conduz os nutrientes para as células e recebendo os excretas (resíduos). O oxigênio é levado às células pelas traquéias diretamente do meio ambiente pela abertura chamada de espiráculo. Mas há também o sistema fechado de um sistema circulatório.

Exemplos de animais e seus sistemas circulatórios:
Ausência do sistema circulatório verdadeiro:
Protista (Protozoários) - Porífero (Esponja) - Celenterado (Água-viva) - Platelminto (Solitária) -
Asquelminto (Lombriga) - Equinodermo (Ouriço-do-mar)
Sistema circulatório lacunar (aberto):
Artrôpodes (Insetos, crustáceos, aracnídeos) - Moluscos (Mexilhões, protocordados e anfioxo)
Sistema Circulatório Fechado:
Peixes, anfíbios, répteis, mamíferos, aves e anelídeos (minhocas)

Os sistemas circulatórios são mais complexos dependendo do tamanho do animal. Animais mais simples e menores exigem sistemas simples também. A girafa, por exemplo, tem que possuir um sistema circulatório muito eficiente para transportar o oxigênio até as células do seu cérebro

Circulação dos Moluscos (Mexilhões):
O sangue sai dos tecidos e alcança as brânquias onde ocorrerá a hematose (trocas gasosas). Posteriormente esse sangue será levado para o coração desse animal. Seu coração possui duas cavidades chamadas de átrio e ventrículo. Em seguida o sangue é bombeado para lacunas localizadas nos tecidos do animal. A circulação é lenta, por isso é uma circulação aberta.

Sistema Circulatório Fechado:
Minhoca: O oxigênio entra pela pele (mucosa - respiração cutânea) e depois sofre a hematose (trocas gasosas) onde deixa o oxigênio e recolhe o gás carbônico. A minhoca possui vários corações que se localizam na parte anterior do seu corpo. Há um vazo sanguíneo dorsal e um vaso sanguíneo ventral. São esses vazos que levam nutrientes e gases e trazem de volta os excretas.

Sistema Circulatório dos Vertebrados:
No subfilo dos vertebrados (filo dos cordados) nós temos os peixes, os répteis, os mamíferos, os anfíbios e as aves.
Peixes: O sangue rico em dióxido de carbono (CO2, gás carbônico), que é chamado de sangue venoso, vêm das células e vai para o coração onde há duas cavidades como os moluscos também denominados de átrio e ventrículo. O sangue segue para as brânquias onde ocorre a hematose onde ocorre a saída do gás carbônico e a entrada do oxigênio. Note que o sangue que sai das brânquias e entra no coração é o sangue arterial e percorre as artérias. Já o sangue que sai do coração e chega nas brânquias é o sangue venoso e percorre as veias. O sangue arterial é rico em oxigênio e será levado para todas as células do peixe. O peixe possui uma circulação simples porque o sangue passa pelo coração apenas uma vez.

Mamíferos: O sangue sai das células rico em gás carbônico, percorre as veias (sangue venoso e rico em dióxido de carbono) e atinge o coração. Há duas veias chamadas cavas superior e inferior e entram pela cavidade do coração chamado de átrio direito e sai pelas artérias pulmonares e o sangue é finalmente levado aos pulmões onde ocorrerá a hematose. O sangue libera o gás carbônico, recebe oxigênio, retorna ao coração pelas veias pulmonares, entra pela cavidade átrio esquerdo, passa pelo átrio esquerdo e ventrículo esquerdo, percorre a veia aorta e chega às células do corpo do animal. Note que o sangue venoso percorre pelo lado direito do coração enquanto que o sangue arterial percorre pelo lado esquerdo do coração. Por isso o mamífero é considerado um animal com uma circulação sanguínea completa (não ocorre a mistura do sangue arterial com o sangue venoso e dupla (passa duas vezes pelo coração).

Artérias Pulmonares: Levam o sangue do coração para os pumões. São as únicas artérias (além das artérias umbilicais) que levam sangue rico em gás carbônico. Por isso é comum em ilustrações de anatomia essa artérias serem apresentadas numa cor mais escura em contraste com as demais artérias que levam sangue rico em oxigênio que são apresentadas nessas ilustrações com um vermelho mais claro.
Veias Pulmonares: São veias que carregam o sangue oxigenado (sangue arterial). Levam o sangue dos pulmões para o átrio esquerdo do coração. Perceba que é o caminho inverso do sangue das artérias pulmonares.

Como ocorre a hematose?
Lembre-se que o sangue que sai dos tecidos (das células) e vai para os pulmões é o sangue venoso. Lá ele sofre a hematose sai com destino aos tecidos novamente passando pelo coração como sangue arterial, ou seja, o sangue rico em oxigênio.
Abaixo estão listados os tipos de circulações sanguíneas:
Grande ou pequena circulação:
Circulação Sistêmica: É a grande circulação sanguínea. O coração recebe o sangue dos tecidos (sangue venoso). Ao mesmo tempo envia o sangue arterial para os tecidos.
Circulação Pulmonar: É uma pequena circulação. O sangue sai do coração, vai para os pulmões e volta ao coração.

Simples ou Dupla
Circulação Simples: Os vertebrados como os peixes possuem uma circulação simples, ou seja, o sangue passa pelo coração apenas uma vez. O coração possui apenas uma entrada e uma saída (um átrio e um ventrículo).
Circulação Dupla: Enquanto que nos anfíbios, nas aves, nos répteis e nos mamíferos o sistema sanguíneo é mais complexo. Possuem uma circulação dupla, ou seja, o sangue passa duas vezes pelo coração em três cavidades diferentes (átrio esquerdo, átrio direito e ventrículo)

Dupla Completa ou Incompleta
Circulação Dupla Completa: A circulação dupla pode ser completa, no caso dos mamíferos e das aves. Nesses animais não existe a mistura do sangue venoso com o sangue arterial.
Circulação Dupla Incompleta: A circulação dupla também pode ser incompleta como nos anfíbios e nos répteis. No caso deles há a mistura dos dois sangues, o venoso com o arterial.

Tipos de corações
Peixe: O coração do peixe possui duas cavidades apenas, um átrio e um ventrículo. Por isso possui uma circulação simples.
Anfíbios: Já o coração dos anfíbios possuem três cavidades: Átrio esquerdo, átrio direito e um ventrículo. Nos anfíbios o sangue venoso se mistura com o arterial no ventrículo.
Réptil não-crocodiliano: O coração de um réptil (exceto o crocodilo) possui também três cavidades. A tartaruga, como exemplo dos répteis, possui um coração com átrio esquerdo, átrio direito e ventrículo. Porém seu ventrículo é separado pelo "Septo de Sabatier" em duas partes.
Réptil Crocodiliano: O réptil crocodiliano possui um coração com quatro cavidades e o sangue venoso e o arterial se misturam em um cruzamento chamado "Forâmen de Panizza".
Ave: O coração da ave também possui quatro cavidades: Átrios esquerdo e direito, ventrículos esquerdo e direito e também a presença da aorta que é voltada para o lado direito do coração. Não ocorre a mistura dos sangues.
Mamíferos: Incluindo o ser humano. O coração possui quatro cavidades (átrios esquerdo e direito e ventrículo esquerdo e direito). Porém a aorta está voltada para o lado esquerdo do coração.

Cuidados com o nosso coração
O coração, assim como qualquer outro tecido ou órgão do nosso corpo também recebe irrigação sanguínea que é feita pelas artérias coronárias. Se ocorrer o entupimento das artérias por gordura pode ocasionar o infarto que pode ser fulminante (fatal). O coração que sofreu um infarto fica parcialmente necrosado pela falta de irrigação sanguínea necessitando a intervenção cirúrgica e a vítima não pode mais ter uma vida saudável. Por isso é importante nos alimentarmos de refeições balanceadas sem excesso de carnes gordurosas ou frituras. É bom praticar exercícios regularmente.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sistema DIgestivo

Introdução (Por Reginaldo Ferrão)
O aparelho digestivo também chamado de aparelho digestório é um processo mecânico e químico que os seres-vivos possuem para a obtenção de energia através da alimentação. A digestão é realizada através do sistema digestivo que começa com um alimento e termina com a conversão de massa em energia.
Todo os alimentos dos seres-vivos são processados e se transformarem em energia para manter a vida. A alimentação é uma necessidade de todos os organismos no planeta Terra, inclusive os seres humanos. Existem sistemas digestívos mais simples como das bactérias e mais complexos como dos animais.
A digestão humana começa na boca e por todo o caminho que o alimento percorre o alimento vai sofrendo uma decomposição. No caso dos seres humanos a digestão inicia-se na boca onde o alimento é primeiramente mastigado. Em seguida o bolo alimentar sofre a ação de enzimas e sucos que diluirão cada vez mais o alimento até que boa parte dos nutrientes do alimento seja extraída. Até mesmo o ato de pensar exige energia que provém dos alimentos. O sistema digestivo do homem começa na boca e termina no intestino grosso.

Texto "Sistema Digestivo".
Fonte: Vídeo-aulas "Vestibulando Digital".
Sistema digestório / digestivo realiza as transformação dos alimentos através da digestão até o momento em que eles são absolvidos no intestino.
Ao comermos um sanduíche de pão, manteiga e bife onde será iniciada a digestão?
Para respondermos isso temos que lembrar que a digestão é um processo de transformação química e física do alimento. Essas transformações químicas e físicas ocorrem em várias partes do animal dependendo de sua complexidade.

Observe o exemplo da digestão humana:
Todo alimento ingerido pelo ser humano passa pela boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso que são chamados sigularmente de tubo digestório ou digestivo.
A digestão acontece em todos esses locais desse tubo. Cada um desses órgãos do sistema digestivo participa do processo químico e físico da digestão.

Exemplo de aparelho digestivo mais simples:
No animal "hidra" por exemplo, um celenterado, por se tratar de um animal menos complexo, a digestão começa na cavidade gastro-vascular. Então o alimento entra pela boca (mas a digestão não começa nela) do animal, vai para a cavidade gástrica, inicia a digestão nessa cavidade através das enzimas e posteriormente as partículas menores dos alimentos entrarão nas células e é terminada a digestão. Esse digestão é chamada de extra e intracelular.
Como pudemos observar, há animais nos quais a digestão ocorre num aparelho digestório mais complexo e em outros ocorre inicalmente na cavidade digestiva e logo é terminada com a alimentação das células, no seu interior, uma digestão intra-celular.

Digestão Humana
Mas no caso do ser humano, qual é a participação de cada órgão do aparelho digestório?
No ser humano a digestão começa na boca com processos mecânicos e físicos da mastigação. Então, o bolo alimentar passa por um processo de digestão antes de ser engolido e depois passa pela deglutição (processo de engolir). Ainda na boca temos a ação de enzimas da saliva, um processo químico causado pelo suco salivar secretado pela glândula salivar. Esse suco é rico em ptialina que é a enzima que digere amidos. Então o pão do lanche dado como exemplo será o primeiro a ser digerido por uma enzima que, na verdade, é o início da digestão enzimática do pão. Posteriormente esse alimento seguirá pela faringe e pelo esôfago até chegar ao estômago. No estômago teremos a ação enzimática do suco gástrico. No estômago existe uma enzima muito importante chamada de pepsina. Ela atua na digestão enzimática das proteínas. É a digestão química das proteínas no estômago. Nessa etapa ocorre a digestão enzimática da carne que foi anteriormente mastigada pela boca. Note que a carne não sofreu a digestão enzimática da ptialina, mas sim depois no estômago pela ação da pepsina. Também no estômago há a presença do HCl, o ácido clorídrico, um ácido corrosivo que ataca até a parede estomacal. Mas para proteger a parede do estômago nós temos o muco, uma mucosa protetora produzida por glicoproteínas que envolvem a parede. Pode acontecer dessa parede fica irritada, é o que chamamos de gastríte ou então pode ocorrer uma ferída com sangramento (úlcera estomacal).
Quando o alimento chega ao intestino, temos a participação da vesícula biliar que armazena a bílis e a secreta no intestino. A bílis participa no processo de emulsão da gordura (lipídios) do bolo alimentar. Mas o que é emulsão da gordura? É a preparação da gordura do alimento feita pela ação da bílis como se fosse um detergente. A bílis não possui enzimas digestivas. Ela tem, na verdade, sais biliares que preparam a gordura para ser digerida. Então, essa emulsão que ocorre na gordura prepara a gordura para ser digerida pelas enzimas lipases.
O pâncreas libera o suco pancreático. Esse suco também age no intestino junto com o próprio suco intestinal (suco entérico). Então, resumindo, no intestino há a participação da bílis (armazenada na visícula biliar, "mas produzida pelo fígado"), do suco pancreático produzido pelo pâncreas e também do suco entérico produzido pelo próprio intestino.

Visão geral do aparelho digestório (Resumo):
Todo alimento é digerido no tubo digestório. Posteriormente os extratos absolvidos do alimento caem na circulação sanguínea, vão para o fígado onde serão desintoxicados e finalmente o alimento (nutrientes) vai para a circulação geral do organismo. Observe que as toxinas ficam retidas no fígado. Do fígado, os nutrientes são levados para todas as células. Como vimos há as enzimas salivares como a ptialina. Há a enzima do estômago que é a pepsina. Há as enzimas do suco pancreático e do suco entérico também. Mas a bilis, não se esqueça, não contém enzimas e sim sais biliares.

Existem alguns detalhes no processo de digestão que é bom saber:
Na digestão humana existem os processos físicos (mecânicos) como mastigação e deglutição que ocorrem na boca e movimentos peristálticos que ocorrem a partir do esôfago e se prolonga até ao intestino. Há também os processos químicos (enzimáticos) onde há a ação das enzimas que ocorre desde a boca até ao intestino.

Principais enzimas dos sucos digestivos humanos:
  1. Na boca temos o suco salivar rico em enzimas denominadas ptialinas que agem no amido. Sendo assim o início da digestão de um pão ou o arroz acontece na boca terminando no intestino.
  2. No estômago nós encontramos o suco gástrico que contém a enzima pepsina que é muito importante e age em conjunto com o ácido clorídrico (HCl). Portanto no estômago existe uma digestão ácida para a ação da pepsina que age sobre as proteínas das carnes ingeridas.
  3. No intestino há a liberação so suco pancreático que é rico em enzimas dos tipos amilase, lipase, DNA-ASE e RNA-ASE que terminam a digestão do amido e de outros alimentos. A lipase é uma enzima que digere a gordura. Já as enzimas DNA-ASE e RNA-ASE atuam digerindo os ácidos nucléicos encontrados no núcleo das células.
  4. Ainda no intestino existem outras enzimas contidas no suco entérico como a lipase e amilase (novamente), a erepsina e a maltase. Todas elas vão agir sobre o bolo alimentar e terminar a digestão.
  5. Um terceiro suco que age no intestino é a bilis que não contém enzimas, mas sais bileares. Não esqueça que a bilis é produzida pelo fígado, armazenada na vesícula biliar e secretada no intestino ajudando na emulsão da gordura. A bilis prepara a gordura para ser digerida pela lipase.
Há diversas outras enzimas que atuam na digestão humana. Porém as citadas até aqui são as mais importantes.
A digestão é muito importante para os seres-vivos porque quebra o alimento que servirá de energia para a célula.